quinta-feira, 6 de maio de 2010

Namoro Violento

Estudos recentes realizados em Portugal revelam que a violência nas relações afectivas é cada vez mais precoce. Um em casa quatro jovens em Portugal já foi vítima de violência no namoro.
Em geral, vítimas e agressores não percebem que a violência não é "aceitável". Muitos jovens "toleram" e chegam a "desculpabilizar" a violência: "Só fez aquilo porque estava descontrolado, perdeu a cabeça" ou "tem medo de a/o perder". São afirmações recorrentes. A violência sexual no namoro também nem sempre é reconhecida como tal.
Numa relação saudável nenhum dos dois manda no outro e ambos mostram afecto, respeito e apoio mútuo. É normal que entre o casal de namorados surjam alguns conflitos, mas é importante diferenciá-los das situações de violência. Os conflitos surgem em diversas ocasiões e resolvem-se através do diálogo e da procura conjunta de soluções. Não há que temer os conflitos, pois eles ajudam a construir uma relação saudável a dois.
É por isso importante distinguir um conflito de uma situação de violência, uma vez que esta tende a ocorrer de forma repetida e agravar-se com o passar do tempo. Numa situação de violência, um dos membros do casal tenta exercer poder e controlo sobre o outro, não respeitando as suas ideias e opiniões.
Ao princípio, quando ele/ela apresenta um comportamento violento, pensas que teve "um dia", que tem problemas com os pais ou na escola...mas que continua a gostar de ti, apesar de te tratar mal! Estes problemas costumam prolongar-se indefinidamente e piorar com o tempo. Deves manter-te alerta!
Muitas vezes aceitamos estar em relações violentas (e também toleramos que elas ocorram entre outros casais de namorados!), porque acreditamos em certas "crenças e mitos" que, condicionam os nossos comportamentos e escolhas, apesar de NÃO CORRESPONDEREM À REALIDADE.

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A nossa participação no Concurso "Pensar os Afectos/Viver em Igualdade" pretende servir de mote a práticas que promovem o combate a situações de violência nas relacões interpessoais, nomeadamente as de intimidade, a todos os níveis, promovendo a igualdade entre homens e mulheres, e estamos, deste modo, associados à Campanha Nacional Contra a Violência Doméstica que, anualmente, incide sobre aspectos específicos desta problemática.

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